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sábado, 27 de dezembro de 2008

Mas ela têm dúvidas, uai... natural!

Dizia ele: Afinal, não é porque minha mãe me deu uma cueca rosa, que eu terei que fazer um book fotográfico!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Geometria Fractal

"Fractais (do latim fractus, fração, quebrado) são figuras da geometriaEuclidiana. não-

A geometria fractal é o ramo da matemática que estuda as propriedades e comportamento dos fractais. Descreve muitas situações que não podem ser explicadas facilmente pela geometria clássica, e foram aplicadas em ciência, tecnologia e arte gerada por computador. As raízes conceituais dos fractais remontam a tentativas de medir o tamanho de objetos para os quais as definições tradicionais baseadas na geometria euclidiana falham.

Um fractal (anteriormente conhecido como curva monstro) é um objeto geométrico que pode ser dividido em partes, cada uma das quais semelhante ao objeto original. Diz-se que os fractais têm infinitos detalhes, são geralmente auto-similares e independem de escala. Em muitos casos um fractal pode ser gerado por um padrão repetido, tipicamente um processo recorrente ou iterativo.

O termo foi cunhado em 1975 por Benoît Mandelbrot, matemático francês nascido na Polónia, que descobriu a geometria fractal na década de 70 do século XX, a partir do adjetivo latino fractus, do verbo frangere, que significa quebrar.

Vários tipos de fractais foram originalmente estudados como objetos matemáticos."

Fonte: Wikipédia

Em suma... BOA VIAGEM!




quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Tempo que volta sempre

O tempo passou,
mas ficou no sangue,
na bomba mestra
e ela não mente
Agora nos meus dedos
O teu sangue
Na unha, a pele
O cheiro da pele.
Entre os dentes
Fios crespos sem permanente
Se o tempo passou,
paciência!
A paixão
o carinho
a tara
Tudo há de ser inerente.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Uma carta

Querida e sempre amada,


Notícia tua é sempre bom, mas me preocupa a tua tristeza.
Um dia conheci uma mulher maravilhosa, verdadeiramente linda, forte, com gana demais, viva, brilho nos olhos e pela face graças aos avanços da cosmética, uma mulher plena de seus sentidos, com valores sólidos, obstinada, e claro, duma felicidade pela vida que cativava à todos, o que houve?
Era uma mulher tão maravilhosa que por ela qualquer mortal em sã consciência pararia tudo só para vê-la e ouvi-la um pouco. Desejada sim, vi com os meus olhos e com os dos que me acompanhavam o transtorno que corria numa simples aparição. É aparição porque tinha passos de fada, parecia flutuar. E a voz? Um bom dia dela mudava a vida de qualquer um! Era duma doçura, duma delicadeza que me embriagava, me deixava completamente sem ação, estático, nem suspiro cabia... por onde anda essa mulher? Quem ou o quê ousa tentar retesar a magnitude dela?
Acredito que seja passageiro, afinal, por mais cegos que nos façam, um dia a venda cai e voltamos a si. Essência não se perde só assim.
Ter notícia tua é sempre bom, mas não lembrar do que vivi é impossível. Você que tem sangue nobre, princesa, estudada, viajada, uma lady farta de cultura e conhecimentos, explique-me como toda essa distância que nos afeta tanto, que não serve somente de medida, pode nos ser útil?
A falta do toque na sua pele macia, do seu aroma único, o hálito fresco...
Saudade é bom demais aos calos dos outros! Perdoe-me se não me faço de fácil compreensão, mas é que poderia ser melhor!
Ah, como seriamos felizes noutras plagas, ouvindo outras estórias e fazendo outras tantas somente nossas, seguindo, deixando a vida correr e ir ao lado dela de mãos dadas.
Assim mesmo, bem besta, um tipo doce, no limite do "quase que mela".
Nesses tempos a nossa preocupação é outra, com o tempo e a vida que chamam de moderna, desaprendemos, trocamos a pureza pelo orgulho, a doçura pela conveniência e as coisas ditas bobas viraram sonhos distantes, jogados num canto junto com os nossos segredos; trancados em nós mesmos.
Naquele momento em que a nossa vida quase se esbarrou, ficaram impressas suas marcas, as marcas do magnetismo, da simplicidade, da beleza da sua alma em meu caminho sinuoso.
Os parcos e importantíssimos espaços que ocupaste, ficaram vagos, à espera de inquilino, fechados, sem realizarem o sentido merecido, porém guardados.
O motivo desta carta se perdeu nos meus sonhos e nas lembranças enquanto escrevia, e acho que até deixaram de ter a importância, mas tenha a certeza que por mais que tenham acontecido muitas coisas desde o tempo que me apaixonei, teu lugar de amada, de musa, de pura emoção permanece intocado.

Com saudades,

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Respeitável Público!

Estou desenterrando alguns entreveiros em linhas tortas e outras pensaduras que deixei por ali. Não está na ordem cronológica, mas vale o momento, a lembrança.

Respeitável Público!

Foi muito emocionante. A arena do circo estava lotada, pequena, mas lotada, uns 200 ávidos espectadores.
Eles compravam pipocas, refrigerantes e ajustavam as máquinas para o momento da entrada dos atores.
Como sempre, atrasado o início. Cheguei um pouco tarde (ou será que madrugaram ali? Não sei, afinal fãs maiores não existem!) e acabei ficando no fundão, mas estava lá, presente de corpo e alma. O frio na barriga e o nó na garganta de todos era visível, comigo não seria diferente. Teve direito a tudo: holofotes, brilhos e efeitos, direito até àquela velha chamada: " Respeitável público...".
Suava. O lugar é ventilado, mas a gente não sua só de calor.
Abriram as cortinas e o Espetáculo começou! Cada um que aparecia no palco, alguém pulava na platéia.
Flashs, filmes, gritinhos, acenos, uma excitação generalizada!
Primeiro apareceu um dos meus favoritos; estava lindo! Que interpretação... A delicadeza de cada gesto... Sim, ele ficou parado olhando para cima, admirando o cenário e as luzes, e nada mais, mas foi muito bom, afinal estava de palhaço!
O outro apareceu depois, noutro ato, lindo também. Sentia-se A Estrela do grupo e era!
Ao findar muitos aplausos, longos minutos e todos em pé.
No palco eles pulavam de alegria pela excelente apresentação.
Na platéia, nós em êxtase profundo, olhos marejados com a doce certeza e lembrança que no ano que vem haverá outra festa de encerramento do colégio.
Parabéns e muito obrigado meus filhos!

Dezembro/07

Es'sacana?

Cana
Essa cana
És sacana?
que nada!
Puro e doce
Feito garapa!
Cortas,
Esmagas,
Torces,
Sorves a última gota.
"Bom demais!
E o pastel à acompanhar?"
Tinha e se acabou

Fecho a barraca.

O trabalho nem sempre é bom?

Existe uma constante, o trabalho nem sempre agrada... já pensou em mudar?
Que tal um lugar onde seu chefe nunca faz visitas? Frente mar, aliás, com visão panorâmica para o mar? Friozinho? Interessou? Veja o filme abaixo, encaminhe seu curriculum vitae e boa sorte!
Ah, não espere visita minha!




Não gostou? Então volte a trabalhar feliz! Poderia ser bem pior!!!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Para que serve o amor?

Uma imagem vale mais que mil palavras, clichezinho velho, mas comprove neste curta francês:

segunda-feira, 31 de março de 2008

Copia meu filho!

Ter um blog exige uma certa dose de paciência, criatividade e tempo. Itens caros no mundo de hoje e difícil de termos todos os dias.
Resultado? Copiar e colar ou o tão simples crtl + c e crtl +v.
Mas isso é tão obvio que existe até um blog: Copia meu Filho.
Passa lá, hoje não vou copiar nada.

domingo, 30 de março de 2008

Provocar

Os que me conhecem sabem o quanto gosto desse verbo. Provoco algo e paro para Observar. Às vezes, para não chocar, aviso que estou somente provocando. Estranho, quando faço isso parece que muitas pessoas se empolgam e a provocação pega um tom bacana e o provocado deixa-se levar, rendendo um bom caldo.
O assunto pode ser qualquer um. Basta tê-lo somado a uma dose de paciência e ouvidos limpos.
Provocar exige uma certa rapidez de pensamento, não é tão fácil, exige treino, mas faz bem para os dois lados: provocado e provocador.
Alguns sabem que sou um tanto crítico à qualidade da programação das TV's disponíveis, ainda que eu confesse que assista à tudo, mas existem algumas coisas que realmente se destacam. Existem alguns quase oásis em meio à porcaria geral, e ainda bem que existem!
O maior Provocador que existe hoje é o Antônio Abujamra e o programa, claro: Provocações
Não viu ainda? Está perdendo, realmente vale a pena!

É um programa de entrevistas com abertura e encerramento com leitura de um texto de algum autor bacana ou adaptado.
Veja esse aqui lido pelo Abu (Como é conhecido): chama-se Provocações e é do Luís F. Veríssimo.
É necessário Windows Media
Divirta-se, provoque, observe.

quarta-feira, 26 de março de 2008

O Homem da Máscara de Ferro

O filme é novo, 1996, com aqueles elencos americanos que prefiro não me deter muito, Leonardo diCaprio etc e tal, mas isso aqui foi de outra época.
Coloque ao filme uns 40 anos a menos, lá numa cidade típica do interior do nordeste, mais precisamente do Maranhão.
Havia numa família, uns 10 filhos, vida apertada, nada muito fácil. Brinquedo nem pensar. Quando muito um carrinho feito de lata de óleo e o que mais houvesse à mão. Casa modesta e por sorte, de fundo para um rio caudaloso. Bom mesmo era brincar no rio e comer manga verde no pé.
Na lide diária, tudo era dividido. Uns varrem, outros lavam a louça, outros cozinham, além de estudar. Outra sorte dessa família, que fez todos filhos Ingenhero ou Dotô.
Não se sabe ao certo se por ler algo à respeito ou ouvir alguém dizer alguma coisa, mas um dia, durante a lavação das panelas do almoço na beira do rio, tarefa que deveria ser cumprida com esmero e dedicação, deixando o fundo feito espelho, um dos meninos pegou uma das panelas limpas e colocou sobre a cabeça. Brincando como qualquer criança, dizia aos irmãos ser o Homem da Máscara de Ferro, gritava e mergulhava na beira do Rio com a panela sobre a cabeça. Ele ficou fascinado, como a panela era funda, podia mergulhar que sobraria algum tempo a mais de ar.
Naquele dia, brincou com essa estória enquanto os demais terminavam a louça. Ele gritava: Eu sou o Homem da Máscara de Ferro! Eu sou... E mergulhava feliz enquanto os outros achavam graça.
Findada a tarefa, e alguns mergulhos mais tarde, ele tentou tirar a panela, mas não conseguiu.
Foi um tal de puxa daqui e força dali, mas mesmo assim, nada.
A agitação da criançada logo chamou a atenção da mãe. Temida naquele momento por conta dos possíveis tapas e castigos. Mas na verdade, talvez ela tenha ficado mais assustada que todas as crianças.
Após conseguir se acalmar tentou com tudo o que era produto escorregadio que estivesse à mão. Óleo, vaselina, sabão, mas nada da panela sair.
A criança já havia parado de chorar, mas quando lembrava da surra que poderia pegar logo após a retirada, a lágrima corria pela face.
Veio a vizinha, a outra e uma filha, e nada. Um peão mais forte levantou o menino do chão pela panela, e quem disse que saia do lugar.
Se havia algum consolo para o menino da panela não sair,era a possibilidade da surra ser menor, uma vez que não estava de todo recuperado; poderia ser tratado como um doente. E estranhamente, isso o deixava mais feliz! Ao mesmo tempo quando ouviu falarem em chamar um ferreiro na vila ao lado um frio subiu lhe o espinhaço. Ficava ali, com a panela na cabeça e a mente longe pensando como que seria a forma do ferreiro ajudar. E se ele errar e me machucar, pensava o garoto.
O tempo ia passando e o clima na casa ficando cada vez mais pesado. O menino chorava, a mãe gritava, os outros irmãos assustados brincavam com o fato, e era vizinho e mais vizinho que chegava para ver o ocorrido e tentar ajudar e nada da situação acabar.
Foram muitas pessoas que tentaram, de reza a graxa, mas não houve quem conseguisse, até aparecer o Dotô, primo do cunhado do vizinho, que por um acaso estava de passagem por ali.
Entre clamores e pedidos de misericórdia o Dotô veio até o menino, a essa hora já devidamente conhecido e identificado por todos da região como o Homem da Máscara de Ferro, atual, verdadeiro, ao vivo e em cores.
Ele chegou perto, olhando com estranheza o fato, um esboço de riso quase se formou, mas o assunto era sério, não podia demonstrar ironia diante de tantos familiares aflitos, perguntou ao menino sobre dores e este respondeu que nada sentia além do peso da panela.
Analisou a criança em silêncio, mexeu no pescoço, apalpou-lhe os gânglios e verificou as vértebras, mas nada de errado achou. Levantou da cadeira e segurando pelas alças da panela fez uma torção leve para um lado e para o outro, e o menino que estava suspenso pela panela desabou na cadeira para a surpresa de todos que assistiam da porta do recinto.
Foi muita alegria, a mãe abraçou o menino e depois correu para agradecer ao Dotô. Café fresco e bolo de tapioca, afinal a angustia havia terminado. A mãe, para espanto de todos os outros irmãos, amoleceu o coração e não deu a surra esperada. Para o menino foi muito mais que uma vitória, além da surra não dada agora brincava com os outros irmãos e vizinhos, onde era devidamente reconhecido como o Homem da Máscara de Ferro, e claro sem a máscara. O menino cresceu, assim como os outros irmãos inginheiro formado na capital. Fez família.
Por ironia do destino hoje é careca, o único da família, uns dizem que é por conta da panela, ou melhor, da máscara de ferro, mas para ele pouco importa, ele pode usar boné à vontade!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

O Erro!

Na verdade está tudo errado. Começamos pelo título. O correto seria Observo-me em quase tudo.
Não, não é frustração, é pura constatação.
Li e reli tudo. Todos os Meus anseios e desejos de um tempo passaram por aqui. Junto com eles as frustrações, as perdas ou as "não conquistas", tudo o que no título do Blog não cabia.
Afinal, quem observa, observa algo, se esse algo é tudo, não está vinculado ao umbigo de quem escreve.
Tudo errado!
Algo de mal nisso? Não vejo, o erro e a sua constatação por quem erra acho que é uma das supostas virtudes humanas, mas... o que me incomoda no erro é a auto-constatação.
Ser pego errando e concordar não nos dá chance de retórica, não há muito o que fazer a não ser reparar, quando é possível, ou na pior das hipóteses, ficar com cara de cachorro que fez algo errado; cara de cão lambão. Mas aqui quem escreve se culpa, e haja chicotes e açoites.
Prometo, ou melhor, não prometo nada, mas tentarei melhorar e passar a observar o todo, tudo, e chega do meu circunspecto umbigo. BASTA!
Perdoe-me leitor.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Livro velho, livro novo

Cem
meses
Sem
verdade
Cem
vezes
Sem
filhos
Cem
promessas
Sem
calor
Cem
viagens
Sem
poesias
Cem
projetos
Sem
vida
Cem
objetos
Sem
mais nada

Fechou o livro.
Agora escreva outro,
sem páginas numeradas, por favor.

sábado, 29 de dezembro de 2007

E lá se vai um século! Um século!

Com toda sinceridade, não tenho pretensão para chegar a 100 anos, é muito tempo, hoje não me vejo preparado, quem sabe daqui a algum tempo, mas admiro quem chega bem lá.
Não pelo simples viver, que já é árduo na maioria das vezes, nem pelas tantas mazelas que a vida vai nos colocar à frente nessa longa jornada, mas o medo, sim, se não penso em chegar a tal idade o maior motivo é o medo, o medo da demência. Chegar aos 100 com clareza de pensamento não é para todos.
Quando tinha um terço ou menos da minha idade, já que estou falando dela, conheci algumas estruturas em minha cidade natal, São Paulo, que me deixavam meio estarrecido. Um prédio em forma de S; um parque muito verde, com lagos e tudo enquanto, com estruturas imensas de concreto pelo meio, com verdadeiras intervenções em meio do verde, uma cúpula, um outro prédio retangular mas que por dentro traz uma serpente em forma de passarela, ou vice-versa, uma enorme marquise, que os jovens usavam para brincar de patins, bicicletas e pular cordas, e embaixo dela ainda museus, lanchonetes; noutro parque, aí já mais novo, uma enorme mão espalmada de concreto, com um veio de sangue em vermelho vivo onde se desenhava a América Latina nos dava as boas-vindas e ali uma infinidade de outras estruturas, todas muito bem organizadas compondo um espaço único. Depois de algum tempo, entre críticas, pois não são todos que gostam das tais estruturas, descobri que existia um único Ser que havia pensado nisso tudo.
Acho que daí veio o meu sonho, já na metade da minha atual idade, de enveredar por esses campos. Fui relapso, é certo e assumo, pois não fui buscar mais detalhes do sujeito àquela época, mas passei a olhar as construções com outros olhos.
Alimentando o sonho, com um orçamento familiar muito apertado cheguei a cursar o Colegial Técnico em Edificações, no qual cheguei a ser habilitado, e ali conheci um mundo de coisas e gentes, uma delas é meu Mestre até hoje, Manoel Nery, que vivo citando por aqui (Não deu Manoel, não me contive, afinal você fez parte), mas por um erro crasso deixei o sonho de lado e corri atrás do dinheiro. Burrice plena, afinal quando somos jovens sonhar é mais barato(!), e atrás do dinheiro corro até hoje. Mas não era aqui que queria chegar, falava sobre uma pessoa que desde um bocado de tempo me chama atenção.
A visão dele relação ao mundo é genial, procure assistir ou ler uma entrevista, que aliás são muito raras, e duvido não se apaixonar.
Um Brasileiro genuíno, sonhador de um mundo melhor, irreverente de humor ácido, talvez um dos últimos comunistas autênticos, Stalinista, um ser pensante até hoje, para ter idéia, em seu escritório são ministradas semanalmente aulas de filosofia com ciência, não sei se rico, mas se foi em algum momento, nunca ninguém soube.
Os amigos dele? Ah, foram e são os mais diversos seres pensantes, Prestes (à quem deu a casa onde era seu escritório de arquitetura no Rio para que o Partido Comunista Brasileiro se instalasse), Darcy Ribeiro, Gershon Knispel (artista Plástico), Ferreira Gullar (Vulgo Tio José) e mais um monte de gente boa. Não dá para ficar citando muita coisa, ele é infindável!
Odeia especialistas, acha-os todos os maiores burros que a ciência pode compor. Para ele todo ser humano tem que saber um pouco de tudo, de Filosofia, de Matemática, de Línguas, de Sociologia, de Biologia, de tudo, tanto prova, que num dos mais astutos projetos, na Argélia, ele fez uma Universidade inteira em apenas 2 prédios. "Eu queria fazer o que o Darcy Ribeiro propunha: dar mais ligações para que os estudantes tivessem mais contato, trocassem experiências. Então, aí é o ensino que evolui e influencia a arquitetura. De modo que a arquitetura cresce com esse apoio lateral da sociedade, da técnica."
A Obra deste mestre foi reconhecida nos quatro cantos do mundo e é muito vasta!
Pode parar um instante e bater palmas, ELE É UM BOM BRASILEIRO e já soma 100 anos de vida!
O meu singelo muito obrigado pelo legado deixado, por ter me apresentado uma das ciências que mais admiro. O presente quem ganhou fui eu (nós), e o que são 14 dias de atraso para quem já passa dos 100 anos?
Parabéns Oscar Niemeyer!

Saiba mais sobre Oscar Niemeyer

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

O fim de mais um ciclo. Feliz 2008!

Amigo leitor,
Mais um ano termina, na verdade faltam 4 dias e algumas horas, mas já vou me adiantando e deixo aqui minha mensagem para o próximo que já bate à porta.
Acredito que na vida tudo é cíclico e os momentos de início e fim são as vezes mais importantes que o ciclo em si.
O ciclo não é determinado pelo dia 31, poderia ser no dia 5, 14, 20, ou qualquer outro. O ciclo tem início quando determinamos que aquele momento é o início. Pode ser um início de uma relação, de uma empresa, de um curso, o nascimento, o plantio, cada um desses itens e outros tantos tem um início e este momento é mágico. Um dia escreverei mais sobre isso, acho muito pertinente.
Para o final deste e inicio do próximo, deixo um vídeo lindo que recebi e que transmite exatamente o que desejo ao leitor, que passa aqui com seus olhos e perde alguns minutos da sua preciosa vida, assim como àqueles que me cercam e àqueles que quero tão bem, mas que geograficamente estão longe.
Um lindo 2008 para todos nós!

Por favor, me chame para bater! (Sempre!)

Quando quiseres,
atinja-me em cheio.
Minha face para que batas!
Só não tente na vertigem,
não aja no desespero.
Arruínas o que não te pertence,
apunhalas o Virgem!
Tudo por conta
dos teus loucos devaneios...

Lealdade...

Serei,
Serei leal contigo
Quando eu cansar dos teus beijos,
Te digo
E tu também liberdade terás
Pra quando quiseres bater a porta
Sem olhar para trás
Se o teu corpo cansar dos meus braços
Se teu ouvido cansar da minha voz
Quando teus olhos cansarem dos meus olhos
Não é preciso haverfalsidade entre nós
Serei,
Serei leal contigo
Quando eu cansar dos teus beijos,
Te digo

Lealdade (Wilson Baptista/Jorge de Castro)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Mais um Natal! Que bom!!!

O Natal se aproxima e parece que as pessoas quase, disse quase, mudam.
O movimento normal diminui, a correria agora é outra, correm para torrar o décimo terceiro salário e contrair umas dividazinhas novas, tudo por conta dos presentes.
O comércio está muito animado, as vendas cresceram mesmo se utilizando de um apelo de mais de dois mil anos. Minha caixa de mensagens recebe um zilhão de cartões e afins.
Impressiona a falsidade que toma conta das pessoas nesse período. Os mais religiosos entram num momento de introspecção e meditação. Os medianos fazem de tudo para fazer com que os outros acreditem em seu perdão e buscam o perdão alheio também, os menos religiosos assistem a tudo de camarote, vendo aqueles abraços e tapinhas nas costas, distribuição de brindes, cartões de felicitações, folhinhas...
Amigos, serei muito sincero. Admiro a religião católica. Mesmo com todas as grandes sacanagens e falcatruas que conseguiram fazer da idade média até noutro dia, eles estão aí, firmes e fortes, mas não consigo cair no seu papo. Sou batizado (por não ter tido escolha), já meus filhos não, seguirão a religião que bem entenderem, não tenho direito de opinar por eles numa questão tão íntima.
Por outro lado adoro o período do Natal, com todo respeito que se deve ter, assim como respeito as outras religiões, mas eu adoro... as comidas e a festa! Afff... Peru, bacalhau, presuntos, castanhas, farofas especiais, arroz de não sei o quê, uvas, cerejas, ameixas, panetones, rabanadas, bolos específicos da época, queijos e mais queijos, vinhos... Eu me divirto, me acabo! A casa está cheia, muita gente falando, estão todos bem arrumados e se você for uma pessoa de sorte, só com pessoas queridas de verdade ao seu lado, a música é alta, mas num volume que podemos conversar, tudo está animado, a mesa repleta, mais gente chegando de longe, presentes inusitados, casa enfeitada, criançada correndo... Nesses dias, que se danem as dietas, quem tem pressão alta cai de boca no presunto parma, azeitonas e bacalhau, quem é diabético mete a mão na rabanada ainda que escondido da mulher, aquele tio que não pode beber, mais uma vez enche o caneco, criança quebra nozes no chão fazendo a maior sujeira, mas se divertindo com os cacos que voam longe, tudo isso regado a risadas, piadas novas e discussões antigas acaloradas.
Agora, entre as incoerências, uma que me assusta é a de desejar Feliz Natal aos quatro ventos, à todos. E se eu não sou católico? Em outros países poderia ser um afronto! Numa terra que abraçou todas as religiões e raças deveríamos estar acostumados a isso, não?
Por isso amigos, não desejarei feliz Natal, mas espero que no dia 24 todos tenham uma noite de muita alegria, de mesa farta, de pessoas maravilhosas ao seu lado, que no dia 25 tenham um almoço animadíssimo, feliz de verdade, cercado de paz, alegre, entre as pessoas mais importantes para você.
E claro, BOAS FESTAS!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Te odeio, te amando. Mas um dia eu te largo!

Fétido
Nauseabundo
Inconstante
Brega
Quase ilegal
Poluidor
Execrado por muitos
Maldito!

Te odeio
te amando
após o almoço
após os cafés
e antes
Guardado
no bolso do peito
Do lado esquerdo(!)
cOf, CoF, Cof, coF
Acendo mais um.

E lentamente me tiras o fôlego
Até eu tomar vergonha
e te largar para sempre!

Pintura de uma Área de Fumantes - Local desconhecido

Um dia, ei de ser um dos que estão lá em cima!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

ACAQMOC

Homem é um bicho no mínimo interessante...
Conversando com alguns conhecidos, descobri uma associação ou grêmio, como queira, que está se formando.
Ela não trata de religião, de time de futebol, de temas politicamente incorretos nem nada disso.
É uma associação de homens caras de pau. Daqueles que a maioria não quer perto!
Um deles se justificou dizendo o seguinte: "Observador, a situação é a mesma do assassino. Basta matar o primeiro, o resto é conseqüência." Ou seria inconseqüência, pensei eu.
Forte não?
Na verdade é um grupo de homens que se assumiu! Calma leitor, não estou falando daqueles velhos tabus que já foram quebrados! É pior!
A associação é a ACAQMOC, ou Associação dos Caras que Querem as Mulheres dos Outros Caras.
Sim, acredite!
O pior é que não faltam adeptos! Não por serem todos um bando de canalhas (agora de carteirinha!), mas por que não conseguem se segurar frente às tentações.
Alguns deles me contaram que na Associação existe até um cara que era cheio de preconceitos, cheio de verdades absolutas, mas que num momento de displicência foi seduzido por uma beldade já casada. Sim amigo, filho de ex-clérigo! É mole? Dizem que graças à Pfizer que não é mais, mas é no mínimo inusitado!
Eles me justificavam que na verdade não vão à caça, como lobos famintos à procura de mulheres aliançadas, elas que vêem até eles, que aparecem do nada. Inclusive um dos mandamentos diz que o homem não procure a mulher só por ser compromissada, que deixe acontecer.
Ah, esses meninos de sorte (ou não?)!
Eles parecem felizes, preocupados é bem verdade, mas felizes.
Não há sede própria, nem reuniões sistemáticas para debates de assuntos do grupo, parece também que existem sócios honorários, convidados e alguns visitantes, esses últimos em maior número, mas sem direito a carteira de identificação, que dá descontos em drogarias, bares, floriculturas, livrarias, restaurantes, motéis e postos de gasolina!
Me intriga uma coisa: E essas mulheres?
O debate é longo e deixo para você que está lendo, continuar ali embaixo, no comentário. Essa estória dá-se por conta dos homens de hoje serem menos amáveis? Por aventuras? Por uma necessidade de sermos todos "iguais"? Por falta de vergonha mesmo? O que está acontecendo? Opine!