José de Ribamar Ferreira. Maranhense, Ludovicense, filho de Dª. Zizi (Alzira Ribeiro Goulart e do comerciante Newton Ferreira), ela, vaidosa demais, falecida recentemente, que é mãe de Alzira (sim o mesmo nome da mãe) e de mais 10, 11 no total. Alzira, a filha, teve dois filhos e uma filha. Mas como a família é enorme, não vou me alongar. Na casa da família é chamado carinhosamente por Tio José. Estreou na poesia em 1949, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1951 onde começou como jornalista e daí não parou mais. Foi exilado político e vivendo em Moscou, Santiago, Lima ou Buenos Aires não parou de trabalhar. Na opinião de alguns críticos é atualmente uma das vozes mais expressivas da poesia brasileira. A linguagem que utiliza vai além do horizonte das palavras, pois o poeta é também crítico de arte e pinta quadros, faz desenhos e colagens. É o que ele chama de seu "lado B".
Mas você deve conhecê-lo mesmo por FERREIRA GULLAR.
Cantiga para não morrer

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
De Dentro da Noite Veloz (1962-1975)